sábado, 8 de setembro de 2012

O MAR DA ERICEIRA
 
 
 


De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.



Sophia de Mello Breyner Ansersen

domingo, 2 de setembro de 2012


A música de Piazzola no violoncelo de Yo-Yo Ma



quinta-feira, 7 de julho de 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

palavras diferentes




São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam;
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

 AS PALAVRAS
Eugénio de Andrade

sábado, 23 de abril de 2011

ALELUIA



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O Senhor Ressuscitou
Aleluia!
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quinta-feira, 14 de abril de 2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

Arte de Amar

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Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A Alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
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Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
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Porque os corpos entendem-se, mas as almas não.
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Manuel Bandeira

terça-feira, 8 de março de 2011

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foto da net

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Hoje
só canto para as Mulheres:
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As que passam na rua,
Àquelas que não saírem
Para a rua, as que se encontram
Na cozinha, no escritório,
Ao balcão, na enfermaria,
Na cadeia, no convento,
Na escola, no gabinete,
Na empresa, no sindicato,
No campo, no parlamento,
No lupanar ou na igreja,
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Orientando o tráfego dos homens,
Chorando o filho morto pelos homens
Ou o filho feito à força pelos homens,
Lavando a roupa suja dos seus homens
Ou consertando os nervos rebentados,
Pelo silêncio-garra dos seus homens,

Essas mães inconsoláveis
das Praças todas de Maio,
Às mães de inocentes mortos
às ordens dos homens-herodes

As mães fiéis junto às cruzes
Que homens-pilatos ergueram,
Mulheres, Mães, virgens-loucas
De todos os noivos-machos,
Primas, amigas, vizinhas
De casa, de luta e sonho,
De raiva, de crença e vida,
Companheiras, inimigas,
Minhas irmãs, minha Mãe.
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São Mulheres? Hoje basta.
É dia oito de Março:
dia de eu pagar a renda
à Mulher-Mãe desta casa
Para onde há muitos anos
Mudei ao deixar a sua.
Por isso é que eu hoje canto
Só para as Mulheres: na rua
ou noutro lugar qualquer.

Salvé, Mulher e Mãe! Amen!
E seja o que Deus quiser.

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Lopes Morgado in Mulher-Mãe