Amália Rodrigues (Lisboa Julho de 1920 - Lisboa 6 de Outubro de 1999)
Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.
Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
Vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.
Coração independente,
Coração que não comando:
Vive perdido entre a gente,
Teimosamente sangrando,
Coração independente.
Eu não te acompanho mais:
Para, deixa de bater.
Se não sabes aonde vais,
Porque teimas em correr,
Eu não te acompanho mais.
Música de Alfredo Marceneiro
Poema de Amália Rodrigues